Silêncio que não incomodas...
[O silêncio entre duas pessoas deixa de incomodar quando ambas se conhecem e se amam plenamente. Invade o território escondido de cada um, pois o vazio das palavras assemelha-se ao oceano profundo de segredos.]
Shiuuu...lê a minha mente, limita-te a ler. Não precisas da minha voz para saberes como me sinto, o que quero, o quanto te anseio e amo. Apenas lê. Decifra o silêncio que te desamparo nesta sala negra, sozinho, só o silêncio. Aprende.
Os teus olhos encontram-se com os meus na esquina do olhar e se apaixonam pelas confidências silenciadas que as ruas da amargura despertam. Essas ruas onde o silêncio naufragou concomitantemente com a beleza da entrega de um simples olhar...naufragou para não mais regressar.
Shiuuu...não pronuncies absolutamente nada. Fecha os olhos e ausculta o sussurro da nossa respiração, o pular frenético de um coração que te acompanha em cada compasso.
O silêncio, apenas o silêncio. Não o acorde de uma melodia perdida nas malhas do tempo. Não o suspiro desprendido de um corpo feminino abandonado. Nem o bater vitorioso das asas de um pássaro que combate o medo do primeiro voo. O silêncio. Apenas esse e não o sapateado das vidas que nos rodeiam. Nada. Só o vazio. Só o eco dos nossos corações mais estrepitosos que nunca. Só tu e eu com o silêncio entre nós, não arquitectando uma barreira inultrapassável mas sim sustentando uma ponte, um elo entre dois mundos frívolos.
Não incomoda.
[O silêncio transparece sempre os mais sinceros sentimentos, as mais sentidas declarações, os mais puros e inocentes olhares...é no silêncio que se ouve a voz do outro, o murmúrio do coração alheio. É no silêncio que nos escutamos a nós próprios, o burburinho da voz da consciência]
Shiuuu...lê a minha mente, limita-te a ler. Não precisas da minha voz para saberes como me sinto, o que quero, o quanto te anseio e amo. Apenas lê. Decifra o silêncio que te desamparo nesta sala negra, sozinho, só o silêncio. Aprende.
Os teus olhos encontram-se com os meus na esquina do olhar e se apaixonam pelas confidências silenciadas que as ruas da amargura despertam. Essas ruas onde o silêncio naufragou concomitantemente com a beleza da entrega de um simples olhar...naufragou para não mais regressar.
Shiuuu...não pronuncies absolutamente nada. Fecha os olhos e ausculta o sussurro da nossa respiração, o pular frenético de um coração que te acompanha em cada compasso.
O silêncio, apenas o silêncio. Não o acorde de uma melodia perdida nas malhas do tempo. Não o suspiro desprendido de um corpo feminino abandonado. Nem o bater vitorioso das asas de um pássaro que combate o medo do primeiro voo. O silêncio. Apenas esse e não o sapateado das vidas que nos rodeiam. Nada. Só o vazio. Só o eco dos nossos corações mais estrepitosos que nunca. Só tu e eu com o silêncio entre nós, não arquitectando uma barreira inultrapassável mas sim sustentando uma ponte, um elo entre dois mundos frívolos.
Não incomoda.
[O silêncio transparece sempre os mais sinceros sentimentos, as mais sentidas declarações, os mais puros e inocentes olhares...é no silêncio que se ouve a voz do outro, o murmúrio do coração alheio. É no silêncio que nos escutamos a nós próprios, o burburinho da voz da consciência]

4 Comments:
O silêncio é como uma fotografia:
Por vezes vezes tão belo que transparece todo o seu sentimento numa única imagem, num momento...
:)
[Cem Senso]
bolas o post é tão intenso..tao verdadeiro k ate tremi de arrepio....e tudo lido em silencio...
Saint_Sinner
Dizê-lo sem abrir a boca... perfeito.
e o silêncio (às vezes) é tão precioso... é como deixar-se embalar enquanto criança, e cair no sono lentamente, na expectatia que o dia de amanhã vai ser ainda mais feliz que o de hoje...
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