Único...
[A singularidade de um momento, de um olhar, de um toque, de um pensamento, de um sorriso, de uma chegada, de um Adeus. A particularidade da unicidade da singularidade.]
Um refúgio. Um cais. Uma canoa atracada.
Um abrigo. Uma brisa. Um silêncio esquecido.
Uma porta. Uma travessia. Uma mudança.
Revelação, espontaneidade. Por detrás de uma só gota de chuva, um imenso arco-íris cintilante. Por entre um vendaval inesgotável, um girassol que sorri hirto para o sol, saboreado cada raio como se do último se concertasse. Dentro de um mar exasperado, uma onda calma e deleitosa esgaravata o corpo delicado de uma mulher nua.
Uma coisa má implica sempre algo de positivo, por muito que, aos nossos olhos, pareça exígua. E tantas vezes a iniquidade cega-nos e proíbe-nos de visualizar as cores fluorescentes que se concebem para além do negro, da infinita escuridão.
Julgamos estar a morrer de sede num deserto dourado quando afinal nos afogamos sem piedade num pequeno braço de mar, num oásis que fantasiamos não existir.
Passos. Uma porta que fecha escondendo mil e um segredos. Um desconhecido que se achega murmurando aquele silêncio pungente de quem nada tem a proferir.
Passos. Cada vez mais remotos. Uma melodia que alguém dedilha lentamente, tantas vezes se esquecendo dos acordes que a compõe.
Um adeus.
A solidão. Não a nego, antes pelo contrário. Inculco-me a mim própria.
[continua...]
Um refúgio. Um cais. Uma canoa atracada.
Um abrigo. Uma brisa. Um silêncio esquecido.
Uma porta. Uma travessia. Uma mudança.
Revelação, espontaneidade. Por detrás de uma só gota de chuva, um imenso arco-íris cintilante. Por entre um vendaval inesgotável, um girassol que sorri hirto para o sol, saboreado cada raio como se do último se concertasse. Dentro de um mar exasperado, uma onda calma e deleitosa esgaravata o corpo delicado de uma mulher nua.
Uma coisa má implica sempre algo de positivo, por muito que, aos nossos olhos, pareça exígua. E tantas vezes a iniquidade cega-nos e proíbe-nos de visualizar as cores fluorescentes que se concebem para além do negro, da infinita escuridão.
Julgamos estar a morrer de sede num deserto dourado quando afinal nos afogamos sem piedade num pequeno braço de mar, num oásis que fantasiamos não existir.
Passos. Uma porta que fecha escondendo mil e um segredos. Um desconhecido que se achega murmurando aquele silêncio pungente de quem nada tem a proferir.
Passos. Cada vez mais remotos. Uma melodia que alguém dedilha lentamente, tantas vezes se esquecendo dos acordes que a compõe.
Um adeus.
A solidão. Não a nego, antes pelo contrário. Inculco-me a mim própria.
[continua...]

3 Comments:
Que imagens tão bonitas pintadas por palavras. Não me atrevo a tentar dizer nada de mais composto por estar ensombrado por tanta beleza lirica.
Fechar-nos sobre nós é cm encerrar para obras.
Os outros a tentarem espreitar antes de estar acabado para saberem o que esperar da mudança, e nós cada vez mais fechados para que na remodelação n apareçam toques de outros senão de nós.
unicos somo todos nós, um universo, uma vida, uma mente, um corpo, regados com toda a beleza que um pode conceber.
abraço e continua a partilhar
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