[continuação]
E a voz que de dentro de mim floresce sussurra aos ouvidos do vento que a luta interior contra o medo de ficar-se só não passa de uma mera estratégia da mente.
Confunde-nos. Assusta-nos. Repugna o nosso apreço, a benquerença que lavramos por nós mesmos. Fecha-nos nas entranhas de uma prisão longínqua e pardacenta, da qual não escapamos com temor de nos perdermos na floresta densa, cerrada em intimidade com o nevoeiro proibido.
Deixo-me naufragar, deixo que o meu intelecto se perca de uma vez por todas nesta sumptuosa solidão. Permito-me.
Arrebato este momento único com a minha veloz sinceridade e atravesso intensamente o toque suave da unicidade. Estou assim, só, e é bom ser-se único, é bom viver um só momento...estando-se só. Navego.
[Quantas são as pessoas que se desinquietam com a abordagem inerte da solidão? Quantas são as pessoas que lacrimejam, solitárias, trepides por sozinhas estarem a chorar, não aceitando o apartamento que no fundo tanto necessitam? Quantas são as pessoas que procuram a balbúrdia para camuflarem a insanidade que sentem, quando num quarto branco se perdem nas cores? Quantas são as pessoas que precisam de ti e de mim para se procurarem a elas, para descobrirem em cada ensejo a unicidade que o distingue. A solidão. A voz do coração, a voz do Altíssimo, grave, advogando : Não tenhas medo. Eu estarei sempre contigo, mesmo quando o deserto te assolar. Não tenhas medo. Seremos tu e seremos eu e seremos o mundo em nós porque mesmo sozinho a beleza é inultrapassável. A beleza de amar o silêncio. A beleza do eremitério?]
E a voz que de dentro de mim floresce sussurra aos ouvidos do vento que a luta interior contra o medo de ficar-se só não passa de uma mera estratégia da mente.
Confunde-nos. Assusta-nos. Repugna o nosso apreço, a benquerença que lavramos por nós mesmos. Fecha-nos nas entranhas de uma prisão longínqua e pardacenta, da qual não escapamos com temor de nos perdermos na floresta densa, cerrada em intimidade com o nevoeiro proibido.
Deixo-me naufragar, deixo que o meu intelecto se perca de uma vez por todas nesta sumptuosa solidão. Permito-me.
Arrebato este momento único com a minha veloz sinceridade e atravesso intensamente o toque suave da unicidade. Estou assim, só, e é bom ser-se único, é bom viver um só momento...estando-se só. Navego.
[Quantas são as pessoas que se desinquietam com a abordagem inerte da solidão? Quantas são as pessoas que lacrimejam, solitárias, trepides por sozinhas estarem a chorar, não aceitando o apartamento que no fundo tanto necessitam? Quantas são as pessoas que procuram a balbúrdia para camuflarem a insanidade que sentem, quando num quarto branco se perdem nas cores? Quantas são as pessoas que precisam de ti e de mim para se procurarem a elas, para descobrirem em cada ensejo a unicidade que o distingue. A solidão. A voz do coração, a voz do Altíssimo, grave, advogando : Não tenhas medo. Eu estarei sempre contigo, mesmo quando o deserto te assolar. Não tenhas medo. Seremos tu e seremos eu e seremos o mundo em nós porque mesmo sozinho a beleza é inultrapassável. A beleza de amar o silêncio. A beleza do eremitério?]

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